Hipertemia em cães e gatos

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Transpiração de cães e gatos e as altas temperaturas:

Os cães e gatos são mamíferos que apresentam características diferentes das dos seres humanos. Eles possuem pouca quantidade de glândulas sudoríparas, sendo essas localizadas em seus coxins plantares e narinas, o que dificulta a troca de calor. Para ajudar a regulação da temperatura corpórea principalmente em altas temperaturas, os gatos desenvolvem o mecanismo de lambedura de suas patas e ventre. Ao lamber-se a saliva fica retida em seus pelos fazendo com que o corpo possa criar uma barreira de umidade resfriando assim seu corpo e amenizando o calor externo. A respiração também é uma forma de perder calor e auxiliar na termorregulação. Já os cães trocam calor com o ambiente principalmente através da ofegação. Por isso em dias muito quentes seu cachorro pode ficar bem ofegante.

 

Quais as principais ocorrências com os gatos no verão?

Principalmente no verão, a exposição ao sol e calor excessivo pode causar hipertermia (ou intermação) nos cães e gatos. A hipertermia é uma consequência da elevação excessiva da temperatura corpórea do animal, que prejudica as funções celulares levando-o a desenvolver uma série de sinais clínicos. Locais abafados e sem ventilação tendem a aumentar a temperatura dos pets levando-o à desidratação.
Doenças relacionadas a dermatites e a ectoparasitas (pulgas e carrapatos) também são frequentes, devido ao clima quente e úmido do verão brasileiro, sendo um ambiente ideal para o desenvolvimento e proliferação de fungos e insetos.
Animais que possuem pele e focinho muito claros podem sofrer com câncer de pele, que geralmente ocorre nas áreas sem pelo. Por isso, a exposição ao sol também é prejudicial a eles.

 

Como identificar que há algo de errado com o seu pet?

Principalmente em dias muito quentes e abafados e quando os pets são submetidos a transportes sem ventilação deve se ficar alerta aos seguintes sinais: respiração e batimento cardíaco acelerados, hipersalivação, mucosas e pele avermelhadas, vômitos, diarreia, tremores musculares, falta de coordenação motora (andar cambaleante), perda de consciência, desmaios e convulsões e até alterações mais graves podendo levar o animal a óbito.

 

Raças que mais sofrem com as altas temperaturas:

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As raças de cães e gatos mais peludas e adaptadas ao inverno sofrem mais por possuírem uma gordura sob a pele para protegê-los do frio. Animais braquicéfalos, tendo uma de suas características o focinho curto e bem achatado como os cães das raças Boxer, Pug, Pequinês, Chow Chow, Buldogue, Buldogue Francês, Chihuahua, Sharpei, e muitos outros e gatos Persa e Himalaio, também sofrem com as altas temperaturas tendo dificuldade de respirar e perder calor devido a sua anatomia física. Por isso, em dias secos e quentes, os proprietários devem ter o cuidado redobrado com esses animais.

Animais que possuem pelagem escura têm maior tendência a reter o calor e sofrem mais com a exposição ao sol.

 

Como ameninar o calor desses animais?

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Sempre mantê-los em locais frescos com disponibilidade de sombra onde eles possam se proteger do sol e do calor. Optar por passeios em horários mais frescos e ficar atento à temperatura do chão, pois os pets podem queimar os coxins ao caminhar.

Oferecer água fresca e limpa, trocando-a pelo menos duas vezes ao dia. Em dias em que a umidade do ar estiver muito baixa, utilizar umidificadores de ar ou colocar uma bacia/balde de água perto do pet a fim de auxiliar na troca de calor e respiração dele. A tosa principalmente dos pets mais peludos pode ser uma boa opção para amenizar o calor.

Se possível, nos ambientes muito quentes, ligar o ar-condicionado ou ventilador.


Quais as dicas práticas que garantem a saúde dos gatos no verão?

Nunca deixar seu gato dentro de carros com os vidros fechados ou presos em locais pequenos sem ventilação, mesmo em dias não tão quentes.
Oferecer sempre água fresca ao longo do dia.
Evitar que as rações e alimentos fiquem expostos por muito tempo;
Evitar o uso de roupinhas nessas épocas do ano.
Disponibilizar locais onde seu animal possa se abrigar do calor.
Utilizar o protetor solar principalmente nos pets com pele e focinhos claros (sempre consultando previamente um médico veterinário);
Fazer a aplicação de antiparasitários já que no verão aumenta a incidência de pulgas e carrapatos.
Uma boa opção para cães desidratados são os Eletrolíticos que repõem água e eletrólitos perdidos auxiliando na hidratação (Obs: consultar previamente o médico veterinário).

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Por Dra. Lara Torrezan – Médica Veterinária.

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