Doenças de inverno: aprenda a identificar os sinais de problemas articulares em cães e gatos

Com a chegada do inverno, é comum que os animais sintam dores articulares. Assim como os seres humanos, os cães e gatos também podem ficar doloridos quando o clima fica úmido e frio. Segundo a veterinária Vanessa da Silva Lopes, responsável técnica do Laboratório Mundo Animal, as baixas temperaturas favorecem a sensibilidade das articulações, causando dor e desconforto principalmente nos animais idosos ou nos que já sofrem de artrite, artrose ou displasia coxo femural.

A veterinária explica que há algumas formas de diminuir o desconforto dos animais enfermos e que a cura é possível, dependendo do caso, por meio da supervisão de um veterinário ortopedista. “A displasia coxo femural, por exemplo, é uma doença hereditária e genética caracterizada pela má formação nas articulações na região da coxa e quadril. Sessões de fisioterapia combinadas com o uso de suplementos amenizam as dores e dão excelentes resultados”. Segundo a veterinária, raças como o Pastor Alemão e Labrador Retriever são mais predispostas às doenças.

No caso da artrite e artrose, Vanessa explica que dependendo do grau e acometimento das estruturas ósseas, elas podem ser prevenidas. É possível utilizar suplementos alimentares que têm como componentes a condroitina e glucosamina em raças predispostas a essas doenças, mesmo quando o animal ainda não apresenta nenhum sinal. “É possível supor que o pet venha a desenvolver a doença, e aplicar o suplemento é uma forma efetiva de prevenção”.

A artrite é uma inflamação ou inchaço das articulações que causa dor quando o animal se move e, em casos mais sérios, há dor até mesmo quando ele está parado.  No caso da artrose, a doença é crônica. “Quando a artrite alcança um estado mais avançado, ela passa por um processo degenerativo chamado de artrose, que causa irregularidades na primeira camada óssea, gerando muita dor no animal”.

Para identificar o problema o quanto antes, a veterinária explica que o dono deve prestar atenção no comportamento do animal. “Os cães e gatos começam a mancar, além de ter dificuldades para brincar e se levantar”. A veterinária explica ainda que, quando doente, o animal fica apático e perde o apetite, sendo que com o frio esses sintomas começam a aparecer com maior evidência. Daí a importância de ter um cuidado especial com o local que o pet dorme.

“Até mesmo para os animais que não sofrem de problemas articulares é recomendável manter a área de dormir o mais agradável e aconchegante possível, com cobertores e uma cama confortável. Outro cuidado que deve ser tomado é em relação ao piso do local em que o animal costuma transitar. O chão muito frio favorece o aparecimento das dores, além de dificultar a adesão das patas ao caminhar, piorando o quadro do pet”, ressalta a veterinária.

No caso de animais idosos com algum problema articular, a veterinária defende que os pets não devem ficar fora de casa à noite, mesmo durante as noites mais quentes. “Com o acompanhamento veterinário adequado aliado à essas medidas simples é possível que mesmo doentes os animais vivam com mais qualidade de vida”, finaliza.

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